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Musical O Fantasma da Ópera (resumo e análise)

Carolina Marcello

O Fantasma da Ópera (Le Fantôme de l'Opéra ) é um livro francês de ficção gótica, escrito por Gaston Leroux e publicado inicialmente em capítulos, entre setembro de 1909 e janeiro de 1910.

A obra se foca num gênio musical que tem o rosto deformado e vive nas catacumbas de uma ópera em Paris. O protagonista sombrio ficou conhecido entre o público francês, tornando-se depois um êxito internacional.

A figura do Fantasma da Ópera tem sido amplamente popularizada através de adaptações, sobretudo a peça de teatro musical de 1986, exibida na Broadway. Criado por Andrew Lloyd Webber, Charles Hart e Richard Stilgoe, o espetáculo continua em palco, tantos anos depois, batendo recorde de permanência e se tornando o musical mais visto de sempre.

Resumo da história

O Fantasma da Ópera conta a história trágica de um triângulo amoroso passado nos bastidores de uma ópera parisiense. O protagonista, uma entidade mascarada que assombra a local, desenvolve uma paixão obsessiva por Christine, a jovem soprano que ficou órfã e foi acolhida pela trupe. Durante anos, de noite, ela escuta a sua voz e ele a ensina a cantar , dizendo que é o "Anjo da Música".

Raoul, o novo patrono do teatro, chega e altera a rotina dos dois: ele tinha sido namorado de infância da moça. O Fantasma ameaça e ataca a prima donna , Carlotta, a cantora principal, que é substituída por Christine. Depois de vê-la no palco, o patrono a convida para sair.

O Fantasma fica enraivecido de ciúmes, aparecendo diante da moça e sequestrando-a. A soprano é levada para o mundo subterrâneo onde o Fantasma vive. Ele confessa o seu amor, dizendo que precisa da sua companhia e da sua voz para a música que compõe.

Ela tenta ver o seu rosto e arranca a sua máscara, provocando a fúria e vergonha no homem. Ele deixa que Christine regresse ao teatro e cantora decide fugir com o namorado, mas volta a ser sequestrada e Raoul também é mantido como refém. A protagonista se recusa a casar com o Fantasma, mas acaba aceitando, para salvar a vida do amado.

Quando a jovem levanta a máscara para beijar seu rosto, o Fantasma confessa que nunca foi beijado, nem mesmo pela mãe. Os dois choram, suas lágrimas se misturam, num momento de grande intimidade e emoção.

Depois, ele deixa Christine partir com Raoul, mas faz a moça prometer que vai regressar quando ele morrer, para devolver o anel de ouro que lhe deu. Algum tempo depois, ele morre "de amor" e a cantora regressa à Ópera para enterrar o seu corpo em um local escondido, devolvendo o seu anel.

Músicas e adaptação para o teatro

A adaptação do romance de Leroux para o teatro musical foi escrita e composta por Andrew Lloyd Webber, com letras de Charles Hart e Richard Stilgoe. Com a duração de 2h30m , o show contava com a participação de Sarah Brightman, Michael Crawford e Steve Barton, no elenco principal.

Entre os vários temas, alguns se tornaram marcantes, como "Pense em Mim," "Anjo da Música" e "Música da Escuridão".

Em "Pense em Mim", Christine demonstra suas capacidades vocais, pela primeira vez, ao resto da trupe. Quando a cantora que interpretava o papel principal desiste da peça, a jovem soprano encontra a sua oportunidade para brilhar .

Ainda que comece de forma tímida, ela acaba conquistando a atenção de todos. Os versos parecem prever a sua despedida, que ocorre algum tempo depois, pedindo que não esqueçam dela.

Já "Anjo da Música" é um dueto entre a moça e o Fantasma , que está furioso com ciúmes de Raoul, o visconde que chegou à Ópera. A jovem pede perdão e implora que o "anjo" se revele, até que vê seu reflexo num espelho.

Na "Música da Escuridão", Erik apresenta seu reino subterrâneo à soprano e tenta convencê-la a esquecer o resto do mundo e ficar com ele por lá.

Muitas análises apontam que o grau de inovação das músicas compostas pelo Fantasma (na sua ópera "Dom Juan Triunfante"), contrastam com as formas tradicionais presentes nas outras canções do espetáculo, salientando o seu talento e gênio.

No Brasil, o espetáculo foi exibido pela primeira vez em 2005, no Teatro Abril de São Paulo. O Fantasma da Ópera se tornou o espetáculo com maior tempo de exibição na Broadway, tendo ultrapassado as 10 mil sessões no ano de 2012.

Personagens principais

Erik , o fantasma.

Protagonista e personagem do título, o Fantasma da Ópera é um homem que nasceu deformado e por isso foi rejeitado pelos pais. Se escondeu nos calabouços da Ópera, onde descobriu o seu amor pela música e se apaixonou por Christine. Disposto a tudo para tê-la do seu lado, decide sequestrá-la e obrigá-la a casar, mas acaba libertando a jovem.

Christine Daaé

Filha de um violinista, Christine ficou órfã durante a infância e acabou sendo acolhida pelos funcionários da Ópera. Durante a noite, escutava uma voz que a ensinava a cantar e dizia ser um anjo, enviado para protegê-la. Ao mesmo tempo que vai alcançando sucesso enquanto soprano, reencontra Raoul, seu primeiro amor, e se torna vítima da obsessão de Erik.

Raoul, Visconde de Chagny

Raoul é o novo patrono do teatro. Ele reencontra Christine, sua paixão de infância, e volta a nutrir sentimentos por ela. Quando percebe que o teatro está sendo ameaçado e que a jovem é manipulada por Erik, corre todos os riscos para tentar salvá-la.

Análise e enredo do musical

O espetáculo começa no ano de 1905, na Ópera Populaire, durante um leilão. Raoul, já velho, compra um lote onde estão guardados artefatos antigos, relacionados com o mistério do Fantasma da Ópera.

Quando levantam o pano do lustre comprado, ele magicamente se acende e sobe, ficando no cimo do palco. O cenário muda, como se os anos voltassem para trás e o teatro voltasse à sua era de esplendor.

No primeiro ato, corre o ano de 1881 e Carlotta, a estrela do espetáculo está ensaiando quando fenômenos explicáveis começam a acontecer e os artistas em palco gritam que o Fantasma está presente. A prima donna, assustada, se recusa a continuar e abandona o local.

Madame Giry, supervisora do balé, sugere que Christine, a jovem soprano que cresceu na Ópera, faça uma audição para ocupar o papel. Ela canta "Pense em Mim" e suas capacidades vocais e técnicas surpreendem todos os presentes.

Depois do sucesso da sua estreia, a moça confessa a sua amiga Meg que o seu professor é uma voz que escuta durante a noite, desde a infância, intitulada o "Anjo da Música".

Nessa madrugada, ela reencontra Raoul, seu antigo amigo e novo patrono do teatro. Conversam sobre o pai de Christine, que morreu, e a soprano conta que ele lhe enviou um anjo que a guarda e ensina a cantar . Embora a paixão reacenda entre os dois, ela tem que recusar o seu convite para jantar, alegando que o seu mestre é muito rigoroso.

Com ciúmes, o Fantasma aparece para Christine num espelho, pela primeira vez, e a carrega pela mão até ao seu esconderijo. Numa das cenas mais famosas do musical, atravessam um lago subterrâneo de barco enquanto cantam "O Fantasma da Ópera".

A figura misteriosa declara seu amor pela cantora e afirma que precisa da voz dela para dar vida às suas composições musicais. Curiosa, ela levanta a máscara e vê seu rosto deformado. Ele assume um comportamento violento, gritando e batendo na soprano. Depois, emocionado, confessa seu sofrimento e desejo de ser igual aos outros.

O Fantasma manda um bilhete para o diretor da Ópera, exigindo que Christine seja a estrela do próximo espetáculo e avisando que iria se vingar se não o obedecessem. Assim, enquanto Carlotta está no palco, ele transforma sua voz no coaxar de um sapo. De repente, o corpo de um funcionário do teatro, que estava sempre falando mal do Fantasma, aparece no palco e gera pânico entre o público, enquanto se escuta uma risada maléfica.

A jovem consegue fugir para o telhado com Raoul e conta tudo o que aconteceu no esconderijo do Fantasma. Embora, inicialmente, ele não acredite, o patrono declara seu amor e promete protegê-la. O Fantasma escuta a conversa e, em fúria, faz cair o lustre em cima do palco.

Depois do episódio do lustre, o Fantasma volta a aparecer diante de todos durante um baile de máscaras, fantasiado de Morte Vermelha. Anuncia que escreveu uma ópera chamada "Don Juan Triunfante" e exige que ela seja encenada imediatamente, com Christine como cantora principal.

Raoul, sabendo que o Fantasma estará presente na estreia, tenta convencer a amada a ajudá-lo a montar uma armadilha, mas ela se sente relutante em atraiçoar o seu mestre.

O Visconde descobre, através de Madame Giry, que a entidade misteriosa é um gênio musical com poderes mágicos que, por ter o rosto deformado, decidiu se esconder nas catacumbas da Ópera.

Durante a peça, a jovem percebe que está contracenando com o próprio Fantasma e arranca novamente a sua máscara, desta vez diante de todos. Nesse momento, o corpo do ator que deveria estar em palco é encontrado nos bastidores.

Com a confusão, o Fantasma sequestra Christine, não sem antes capturar o seu rival. Ele obriga a jovem a usar um vestido de noiva, anunciando que vão casar e ameaçando a vida de Raoul, se ela recusar.

Numa conversa emocionada, a soprano diz ao Fantasma que a sua deformidade está na alma e não no rosto, beijando-o num sinal de compaixão. O gesto desperta o lado humano do "monstro" que resolve deixar os dois amantes partirem juntos.

Interpretações e significado d'O Fantasma da Ópera

Várias leituras e interpretações podem surgir a propósito do romance de Leroux e do musical que ele originou. Apesar de todos os crimes que comete e de exibir um comportamento agressivo, egocêntrico e obsessivo, a figura do Fantasma tem conquistado a simpatia e a compaixão do seu público .

Exclusão e marginalização

Na verdade, embora ameaçadora, a figura mostra também seu lado mais sensível, seu coração machucado com o mundo que o rejeitou. Apesar do seu talento musical inquestionável, é forçado a viver nas sombras, porque a deformação no seu rosto assusta todos que o conhecem.

Para que suas composições possam ter sucesso, o Fantasma necessita da voz e da beleza de Christine. Neste sentido, esta parece ser uma história de marginalização daqueles que são diferentes , que estão fora dos padrões vigentes e, por isso, não têm oportunidade de brilhar ou subir na vida.

Solidão e abandono

Na sequência do que foi dito acima, a obsessão do Fantasma por Christine talvez surja da sua necessidade de contato social e humano. Através das lições de canto, ao longo de anos, o homem solitário vai formando um vínculo emocional com a garota.

Esta teoria é reforçada com o desenlace da relação. Quando Christine beija o seu rosto, o Fantasma se sente, pela primeira vez, amado e compreendido. O gesto da soprano parece ser a validação e aceitação que ele necessitava, deixando que ela parta depois.

Metáfora para a criação artística

Outra análise comum é aquela que aponta Raoul como símbolo da vida amorosa e familiar, enquanto o Fantasma seria uma metáfora para a própria arte. Como o Fantasma, a arte de Christine, o canto lírico, seria um mestre rigoroso e exigente que pretendia ocupar todo o seu tempo e dominar a sua vida.

O triângulo amoroso seria, então, o conflito interior da jovem, dividida entre a vida burguesa, o desejo de casar e formar uma família e a ambição de conquistar a excelência na sua carreira.

Triângulo amoroso abusivo

Um olhar contemporâneo sobre a narrativa, proporcionado sobretudo pelo filme de 2004, não consegue ficar indiferente ao caráter abusivo das relações de Christine com o Fantasma da Ópera e o Visconde de Chagny. Como uma corda sendo puxada pelas mãos dos dois, a moça fica no meio de uma guerra de egos .

Christine é forçada a optar entre um homem que a sequestra e quer obrigá-la a casar e um outro que a pressiona para abandonar a carreira e fugir. Assim, a mulher não tem liberdade para fazer as suas escolhas e acaba abandonando a sua vocação.

Adaptações cinematográficas

Além da famosa adaptação para teatro musical, o livro de Gaston Leroux foi transportado para as artes visuais inúmeras vezes, com mais ou menos fidelidade à narrativa original.

O Fantasma da Ópera (2004), Joel Schumacher

Filme de 2004-

A adaptação cinematográfica mais recente é também a mais próxima do musical da Broadway, mantendo o seu enredo e as canções originais no show. Recuperando o mito do Fantasma mascarado, o filme de Schumacher obteve bastante sucesso, sendo nomeado para o Oscar e o Globo de Ouro de 2005.

O Fantasma da Ópera (1925), Rupert Julian

Filme de 1925

A primeira representação no cinema foi em preto e branco. No filme mudo, o protagonista surge sempre sem máscara, revelando seu rosto assustador. Rejeitado por Christine, sequestra a cantora, que acaba sendo resgatada pela polícia.

O Fantasma da Ópera (1943), Arthur Lubin

Filme de 1943

Nesta adaptação, a história está bastante modificada e Erik é um violinista da orquestra que se apaixona por Christine, uma cantora sem muitas capacidades vocais. Por amor, começa a pagar aulas de canto para que a soprano melhore, ao mesmo tempo que seu próprio talento vai desaparecendo.

O músico acaba sendo despedido e se dedica à composição, mas sua obra é roubada e seu rosto é queimado com ácido quando tenta recuperá-la. Aí, ele se esconde nas catacumbas e elabora um plano para conquistar o amor da jovem, mas acaba morrendo num desabamento.

O Fantasma da Ópera (1962), Terence Fisher

Filme de 1962

Passado no cenário londrino, a história se assemelha à do filme de Lubin. O protagonista, Petrie, é um professor pobre cuja obra é roubada e o rosto é queimado com ácido, na sequência. Ele se refugia na Ópera onde ensina Christine a cantar. Neste filme, o Fantasma não está apaixonado pela soprano, apenas quer ajudá-la a atingir o seu potencial artístico. Petrie morre em palco, salvando a vida de Christine, que iria ser atingida por um lustre.

O Fantasma do Paraíso (1974), Brian De Palma

Filme de 1974.

Muito diferente das outras versões, o filme de Brian De Palma é uma ópera rock. A adaptação livre mistura elementos do enredo de Leroux com as narrativas de O Corcunda de Notre Dame de Victor Hugo e Fausto de Goethe.

5 curiosidades sobre O Fantasma da Ópera

  • No romance original, Gaston Leroux defende que está contando uma história real, apresentando relatos e documentos que pretendiam comprovar a veracidade da narrativa.
  • Ao longo de três décadas, o musical da Broadway já faturou mais de 1 bilhão de dólares.
  • No filme de 2004, para que as chamas parecessem realistas durante o incêndio no teatro, a produção pegou fogo nos cenários.
  • O filme de Joel Schumacher foi financiado por Andrew Lloyd Webber, que investiu 6 milhões de dólares na produção.
  • O musical já foi traduzido para mais de 15 idiomas, entre os quais o russo, o húngaro e o coreano.

Conheça também

  • Livro O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Brontë
  • Livro O Corcunda de Notre-Dame, de Victor Hugo
  • Fausto, de Goethe: significado e resumo da obra
  • Livro Dom Quixote, de Miguel de Cervantes

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musicalidades

O Fantasma da Ópera | Uma história de amor ou de horror?

capa - o fantasma da ópera

“O fantasma da Ópera existiu. Não foi, de modo nenhum, como se acreditou por longo tempo, uma inspiração de artistas, uma superstição de diretores, a criação jocosa dos cérebros excitados dessas mocinhas do corpo de baile, de suas mães, das operárias, dos empregados do vestiário e da portaria. Sim, ele existiu, em carne e osso, se bem que ele sempre teve toda a aparência de um verdadeiro fantasma, ou seja, de uma sombra.”

Estas são as primeiras frases do prefácio do romance de Gaston Leroux , O Fantasma da Ópera , e nada melhor do que um fantasma para começar nossa série de textos do Mês do Horror , que durará todo o mês de Outubro.

Bem-vindo ao Mês do Horror no Musicalidades!

Mas antes de tudo devemos dar os créditos a quem criou o Mês do Horror. Este mês temático foi inspirado no canal literário TLT da Tati Feltrin , de quem somos grandes admiradoras.

Nós também temos o Mês do Horror em nosso canal do Youtube , juntando música e histórias assustadoras, não deixe de conferir!

Mas você deve estar se perguntando: e como raios um musical da Broadway entrou no mês do horror? Pois fique sabendo que esta história é muito mais do que um mero musical , e o Fantasma é muito mais assustador do que um personagem com máscara.

Se bem que se você não se assusta com a ideia de alguém raptar uma menina no meio da noite e leva-la para o esgoto para viver com ele (alguém muito mais velho do que ela) e ainda diz que é para torna-la uma pessoa melhor, eu repensaria seu conceito de medo.

Mas vamos entender esta história!

O Fantasma da Ópera: O Livro

O Fantasma da Ópera, antes de ser um musical de sucesso, é um romance escrito pelo francês Gaston Leroux (1868-1927) publicado entre os anos de 1909 e 1910, e foi escrito no estilo gótico.

A literatura gótica é caracterizada por histórias que se passam em castelos, igrejas cemitérios, com donzelas e cavaleiros melodramáticos, e com temas como segredos do passado, manuscritos encontrados, maldições.

Além disso, quase sempre, vem junto com a psicologia do terror como medo, loucura, deformação do corpo, fantasmas, vampiros, bruxas e etc. Se você se lembrou de Drácula, Frankstein, O Médico e o Monstro , você entendeu a ideia.

victor frankstein

Leroux escreveu uma história ficcional ambientada em um lugar real , o que fez muita gente acreditar que o Fantasma realmente existiu, inclusive ele escreve em seu livro “Le fantôme de l’Opéra a existé” [o fantasma da ópera existiu].

Assim como no musical de Andrew Loyd Webber, o Fantasma habitava o interior da Ópera de Paris , um grande prédio antigo com acesso a um lago secreto. E se você algum dia já foi a um teatro, tente imaginar o quão assustador deve ser seu interior, a parte mais profunda, aquela que ninguém entra, aquela parte cheia de aranhas que muita gente deve considerar assombrada.

Pois é, agora imagine neste lugar um homem mascarado olhando para você no meio da escuridão, cantando como um Anjo da Música, e pedindo para você segui-lo. Essa imagem não é nada fofa.

A inspiração para o livro

Pois esse teatro reserva mais histórias. Os funcionários da Ópera de Paris contam a lenda de que, na primeira metade do século XVIII, um dos bailarinos do teatro se apaixonou por uma das bailarinas, mas ela amava um soldado.

Com o coração despedaçado que o levou a loucura, o jovem bailarino tentou emboscar seu rival, mas acabou apanhando muito e morreu na manhã seguinte. Mas antes de morrer fez um último pedido: que seus ossos fossem enterrados na Ópera de Paris, assim ele estaria sempre junto de sua amada.

No século seguinte, acharam o esqueleto e o usaram em uma das apresentações. Este triangulo amoroso pode ter sido uma das inspirações para a história do livro de Leroux, e uma história inspirada em um esqueleto encontrado no interior de um teatro já nos assusta o suficiente.

fantasma da opera historia

Diferente do musical, a clássica cena do candelabro caindo causa uma morte no livro. Mas ocorrem mortes mesmo no musical, quando o Fantasma mata enforcado os personagens Joseph Buquet, o chefe de cena, e Ubaldo Piangi, o tenor da Ópera de Paris.

O Fantasma da Ópera na cultura pop

Já era de se esperar que um personagem assim fosse se tornar uma parte presente na cultura pop. Com o musical de Sir Andrew Lloyd Webber, o personagem passou a ser uma figura reconhecível de grande parte dos amantes de música. Sua figura deformada tornou-se símbolo de amores não correspondidos, e o triangulo amoroso entre Fantasma, Christine e Raoul é conhecido no mundo todo.

Esta história foi adaptada para o cinema antes mesmo do musical de Webber existir. Podemos ver a figura do fantasma em um filme mudo de 1925, com mais três adaptações cinematográficas. Em 2004, tivemos a adaptação cinematográfica do musical de Webber, e em 2011 uma edição de aniversário de 25 anos do musical.

Com uma mistura de música gótica e ópera, o musical é um dos mais assistidos até os dias de hoje, tendo viajado o mundo todo com adaptações.

O Fantasma da Ópera é uma das obras mais envolventes da atualidade e parece que vai permanecer sendo executada por muitos anos por vir. Sua história gótica continuará envolvendo nossos corações com terror, melancolia e amor pelo Anjo da Música.

Se quiser assistir este conteúdo em formato audiovisual, assista ao nosso vídeo no Youtube!

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1 comentário.

fantasma da opera historia

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O Fantasma da Ópera: mito de folhetim

O romancista gaston leroux inspirou-se em figuras e casos que investigou enquanto jornalista para criar a sua personagem..

Actualizado a 26 de Outubro de 2021, 14:56

fantasma da ópera

Um monumento polémico. O novo palácio da Ópera de Paris deveria ser a jóia da coroa de Napoleão III. Em 1861, foi aberto um concurso público, vencido pelo projecto do jovem arquitecto Charles Garnier. Este imaginou um majestoso edifício caracterizado pelo luxo e pela opulência, no qual se destacava a grande escadaria de mármore branco que une os diferentes pisos do teatro. Em 1870, as obras foram interrompidas pela guerra contra a Prússia e pela posterior insurreição da Comuna, sendo retomadas apenas em 1873. O edifício foi inaugurado dois anos mais tarde, embora sem a presença do antigo imperador, entretanto falecido, nem do arquitecto, marginalizado pelas novas autoridades. Na fotografia, a grande escadaria da Ópera Garnier liga o auditório aos diferentes salões e vestíbulos do teatro.

Em Setembro de 1909, surgiu no jornal parisiense Le Gaulois o primeiro capítulo de um folhetim intitulado O Fantasma da Ópera. O seu autor, Gaston Leroux, que na altura ainda não abandonara a carreira jornalística, confessava, em tinta impressa, ter investigado uma série de estranhos acontecimentos ocorridos no Palácio Garnier, sede da Ópera de Paris, e que o seu objectivo, com aquela novela, era divulgar os resultados dessas investigações. Nos cinco meses que se seguiram, os capítulos foram-se sucedendo no Le Gaulois e os leitores ficaram fascinados pela história de um fantasma que deambulava pelos bastidores, causando a morte a qualquer pessoa que ousasse olhar para ele.

O mau da história

O fantasma era, na verdade, um homem atormentado cujo rosto, deformado de nascença, lhe dava o aspecto de uma verdadeira aparição. Leroux apresenta-o como um génio da arquitectura, da magia e da música, mas também como um morto-vivo que construíra os seus domínios nos subterrâneos da Ópera.

A criatura apaixona-se por uma jovem soprano, Christine Daaé, dá-lhe aulas de canto e faz todos os possíveis por mantê-la a seu lado, chegando a raptá-la para a reter em sua casa. Ao longo da história sucedem-se as cenas de emoção: armadilhassubterrâneas, aquedado candeeiro do majestoso auditório, mortes, vinganças… Por fim, num gesto de redenção, Erik – pois esse era o nome do protagonista – deixa Christine partir com o seu amor de infância, o visconde Raoul de Chagny. No epílogo da novela, Leroux conta o fim do fantasma: sozinho e desesperado, tornado presa das suas frustrações, e após ter um vislumbre do amor pelo qual tanto ansiava, acaba os seus dias isolado do mundo exterior, no subsolo do teatro da Ópera.

o fantasma da ópera

Para lá da literatura. O Fantasma da Ópera surgiu pela primeira vez em episódios, publicados no jornal Le Gaulois entre Setembro de 1909 e Janeiro de 1910. Desde então, a obra foi adaptada várias vezes ao cinema e ao teatro. A adaptação mais famosa é o musical de Andrew Lloyd Weber, estreado em 1986. Na imagem a capa da novela O Fantasma Da Ópera .

Leroux foi pioneiro da novela popular de mistério. Em 1907, com o Mistério do Quarto Amarelo, inaugurou uma série em torno do detective amador Rouletabille que teria grande sucesso até à década de 1920. O Fantasma da Ópera também cativou os leitores e, rapidamente, os espectadores, graças a diversas adaptações cinematográficas (entre as quais se destaca a de 1925, protagonizada por Lon Chaney) e, mais recentemente, um musical que alcançou popularidade mundial.

Lenda e realidade

Gaston Leroux afirmou veementemente, desde o primeiro capítulo da novela, que aquilo que iria relatar em capítulossucessivossebaseava em factos reais. “O Fantasma da Ópera existiu. Não foi, como durante muito tempo se acreditou, uma inspiração de artistas, uma superstição de encenadores.” Com efeito, tal como outras lendas, a história do fantasma da Ópera baseia-se em elementos verídicos, a partir dos quais o autor francês esculpiu uma história híbrida entre a realidade e a literatura.

Charles Garnier

Charles Garnier, Arquitecto da Ópera de Paris, em 1882.

Uma primeira fonte de inspiração para a história do fantasma é o próprio edifício da Ópera, uma iniciativa do imperador Napoleão III, que quis criar um templo da música transformado em símbolo do seu próprio regime. Quando as obras começaram, em 1862, um obstáculo inesperado emergiu das profundezas: um antigo afluente do Sena ameaçava a estabilidade do edifício, que deveria ser construído sobre terrenos pantanosos. Para sustentar os alicerces, o arquitecto, Charles Garnier, criou um lago artificial isolado por muros que deveria dar estabilidade ao edifício e evitar infiltrações de água. Naactualidade, os bombeiros parisienses drenam-no duas vezes por ano para evitar que o nível freático suba e protegem os peixes que o habitam. Entre esta grande cisterna e o nível do solo foram edificados cinco pisos de galerias subterrâneas para evitar desmoronamentos.

Tudo isto sugeriu a Leroux a ideia de que Erik fora contratado por Garnier como ajudante e que o fantasma, durante o longo período que durou a construção do edifício (quase quinze anos), trabalhou no desenho do seu próprio refúgio, onde se resguardaria da humanidade.

É nesse mesmo espaço que se situa a cena inicial da novela, baseada num facto concreto testemunhado por Leroux. Em 1907, um grupo de homens liderados pelo director da Sociedade Gramofónica de Paris, Alfred Clark, e o director da Ópera, Pierre Gailhard, reuniram-se para levar a cabo uma tarefa de índole quase secreta. Clark doara à Academia Nacional de Música várias gravações de cantores líricos da época, com uma condição: manter aqueles discos selados no interior de urnas metálicas e não as abrir nos cem anos subsequentes.

Gailhard optou por guardar esse tesouro no subsolo da Ópera, perto do lago artificial subterrâneo, um local protegido do sol e dos olhares curiosos (as caixas foram abertas em 2007 e as gravações foram editadas em três CD, sob o título As Urnas da Ópera).

Leroux utiliza esta mesma história, acrescentando que, quando os operários iniciaram os trabalhos de construção de uma caixa forte num dos muros do subterrâneo, a parede desabou, deixando a descoberto um apartamento completamente mobilado. Além disso, havia um corpo em decomposição na câmara.

Esqueleto atrás da parede

Segundo Gaston Leroux, a Ópera quis ocultar aquela descoberta imprevista e atirou o cadáver para uma vala comum. No entanto, o romancista quis averiguar mais e constatou que a estrutura óssea do corpo apresentava sinais de malformação. Fosse quem fosse, Leroux assegurou que ele se encarcerara a si próprio com o único propósito de ali morrer.

Gaston Lerue

Leroux garantiu que, com o derrube de um muro nos subterrâneos da Ópera, surgiram os restos de um cadáver. Na fotografia Gaston Leroux, autor de O Fantasma da Ópera . Rue Des Archives / Album

Na verdade, não consta que alguma vez tenha sido descoberto um esqueleto misterioso na Ópera de Paris, o que não impediu que, mais tarde, se afirmasse que o cadáver correspondia a um communard, um participante na grande insurreição popular de Paris em 1871. Em relação a isto, o único facto comprovado é que, durante o cerco a Paris pelos prussianos em 1870, o edifício serviu de refúgio e armazém de munições e alimentos. Por outro lado, anos depois da Comuna, continuavam a aparecer, em diferentes zonas da cidade, os restos dos milhares de communards que foram vítimas da repressão de 1871. Um elemento no qual também se mistura realidade e ficção é a protagonista feminina, Christine Daaé. As semelhanças entre esta personagem de ficção e uma cantora da época são mais do que evidentes.

ópera

Tragédia na ópera. Uma das cenas culminantes da novela de Leroux dá-se quando o fantasma da Ópera, para intimidar a cantora rival da sua amada, leva a que o candelabro do teatro caia a seus pés. Algo parecido aconteceu em 1896. Durante uma representação da ópera Hellé , o grande candeeiro de cristal do teatro ou, mais exactamente, um enorme contrapeso deste, precipitou-se sobre o público, matando uma mulher sentada na quarta fila e ferindo muitas outras pessoas. Este incidente confundiu a polícia, que chegou a ponderar a possibilidade de um atentado. Na imagem o candelabro cai sobre o público que assiste ao espectáculo, nesta reprodução da cena descrita na obra de Gaston Leroux.

Aparentemente, Leroux inspirou-se na vida de Christina Nilsson para conceber Daaé. Ambas tinham nascido na Suécia, eram filhas de camponeses, as suas mães morreram quando eram muito pequenas e acompanharam os seus pais de povoação em povoação tocando violino e cantando melodias populares. Quando os pais morreram, foram adoptadas por mecenas que não só cuidaram delas como se fossem suas filhas, como lhes abriram as portas do mundo lírico em Paris. Por fim, ambas contraíram matrimónio com um homem da aristocracia: no caso de Nilsson com um aristocrata espanhol, o conde de Casa Miranda.

E o fantasma?

Vale a pena lembrar que, na época em que Leroux escreveu a sua novela, falava-se muito em Paris sobre aparições de fantasmas. Por exemplo, em 1905, o fisiólogo Charles Richet, Prémio Nobel da Medicina em 1913, causou forte sensação nos meios académicos com um relatório sobre aparições de fantasmas na Argélia, com fotografias incluídas – um relatório que, com o tempo, foi perdendo credibilidade.

No entanto, Leroux manteve a distância relativamente a este tipo de crenças e, na sua novela, Erik não era realmente um fantasma, mas um homem de carne e osso que tirava partido do medo supersticioso das pessoas em relação aos espíritos.

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Corte transversal da Ópera Garnier, na qual se pode observar as galerias e as passagens que percorrem o subsolo do edifício. Ilustração: RICHARD PEDUZZI / RMN-GRAND PALAIS

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O Fantasma da Ópera: ficção ou realidade?

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“O fantasma da ópera existiu.”
“Por fim, tive a prova de que meus pressentimentos não me haviam enganado, e meus esforços foram plenamente recompensados no dia em que adquiri a certeza de que o Fantasma da Ópera havia sido mais do que uma sombra.” ( O Fantasma da Ópera )

Erik, o fantasma 

“Quando se viu nos porões de tão vasto teatro, sua índole de artista, ilusionista e mágico prevaleceu. E não continuava tão feio quanto antes? Sonhou criar para si uma morada desconhecida do resto da terra, que o escondesse para sempre do olhar dos homens.” ( O Fantasma da Ópera )

A ópera, o lago e o lustre 

fantasma da opera historia

“O Fantasma ri na cara deles! E no fim eles ouvem distintamente no ouvido direito sua voz, a impossível voz, a voz sem boca, a voz que diz: – Do jeito que ela está cantando, o lustre vai despencar! Num movimento coordenado, ergueram a cabeça para o teto e emitiram um grito terrível. Ao chamado da voz satânica, o lustre, a imensa massa do lustre, escorregava, vindo em sua direção. Solto, o lustre mergulhava das alturas da sala e, entre mil clamores, despencava no meio da plateia.” ( O Fantasma da Ópera )

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“Pobre e infeliz Erik! Devemos lastimá-lo? Amaldiçoá-lo? Ele só pedia para ser alguém como todo mundo! Mas era demasiado feio! E foi obrigado a esconder seu gênio ou usá-lo para executar truques, ao passo que, com um rosto comum, teria sido um dos mais nobres da raça humana! Possuía um coração no qual cabia o império do mundo e no fim viu-se obrigado a se contentar com um porão.” ( O Fantasma da Ópera )
“Se o seu faz de conta foi tão bem sucedido que as pessoas fazem a pergunta, você não vai destruir a ilusão. Se as pessoas quisessem acreditar que ele existia, ele não iria decepcioná-las. É assim que eu vejo. Mas, tendo dito isso, talvez ele realmente acreditasse naquilo.” (Mireille Ribiere)

Referências 

  • Unmasking the Parisian Phantom of the Opera (Messy Nessy)
  • Where the Phantom was born: the Palais Garnier (The Telegraph)
  • The Phantom of the Opera  (Gaston Leroux)
  • Onde nasceu O Fantasma da Ópera? Conheça o Palácio Garnier, em Paris (360meridianos)

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Arte em destaque:  Caroline Cecin 

Comentários

fantasma da opera historia

Que texto lindíssimo, Cecília! Realmente admirável ver a paixão de Gaston por essa história. Não tem como não ficar curioso por todos os segredos do Fantasma da Ópera.

fantasma da opera historia

Fico feliz que gostou!!!! Sim, Gaston amava a ópera e acho que queria muito desvendar todos os segredos dela!

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Resenha: O Fantasma da Ópera – Gaston Leroux

Só de ler ou ouvir o nome  Fantasma da Ópera,  automaticamente já ouço o som do órgão tocando aquelas notas que a princípio soam aterrorizantes, mas aos poucos transformam-se em uma música viciante. Não sabe do que estou falando? Então ouça:

“The phantom of the opera is there…inside my mind”

O musical  criado por Andrew Lloyd Webber é tão famoso que fica impossível não referenciá-lo antes de começar a resenha do livro de Gaston Leroux .  Uma das histórias de terror e amor mais famosas do século XX, O Fantasma da Ópera mescla romance e suspense para narrar o triângulo amoroso entre a talentosa cantora lírica Christine Daaé , o frágil e apaixonado visconde Raoul de Chagny e o sinistro e obcecado gênio da música que habita os porões do teatro.

O livro tem um teor histórico: a narrativa conduz o leitor pelos labirintos da Ópera sob o ponto de vista de um historiador/jornalista. Os acontecimentos são relatados aos poucos, em alguns momentos de forma não-linear, como se fossem fragmentos de um quebra-cabeça. No começo do livro, confesso que demorei para engatar na leitura, porque é um pouco maçante. Mas depois dos três primeiros capítulos, a história flui e não dá mais vontade de parar!

O Fantasma é um ser misterioso que apresenta-se para Christine Daaé como se fosse um verdadeiro Anjo da Música . Christine é a típica mocinha ingênua, pura, idealizada e romantizada, que precisa sempre de alguém para salvá-la. Prometendo ensiná-la a cantar como ninguém, Christine cai nas graças do Fantasma, que se aproveita da situação e declara que a moça é “somente sua”, impedindo que ela tenha uma vida normal.

O visconde Raoul é um amigo de infância apaixonado por Christine que tenta conquistar seu amor, mas precisa compreender se esse amor é recíproco ou se a cantora se entregou 100% ao Fantasma. Ele é um personagem insistente, que nunca se convence de que Christine não o ama, além de ser fraco e bastante dramático. Confesso que esse triângulo amoroso mais me irritou do que qualquer outra coisa, mas precisamos relevar, já que o livro foi escrito em 1910, em um contexto bem diferente do que vivemos hoje.

A parte mais interessante de O Fantasma da Ópera é tentar entender quem é o Fantasma, os motivos que o levam a agir com tanto ódio e violência (não lembrava que ele era tão psicopata, o livro o mostra como um ser asqueroso e maligno) e como ele consegue passar pela Ópera sem ser notado, fazendo com que todos questionem se ele realmente existe.

“Meu amigo, há uma virtude na música que faz com que não exista mais nada no mundo exterior fora daqueles sons que vêm tocar o coração de quem ouve.”

Além do trio principal, outros personagens integram a história com relativa importância, especialmente os diretores da Ópera . Estes assumem o comando do teatro sem imaginar o quanto teriam que sofrer com as ameaças do Fantasma. Há uma sutil crítica de Leroux aos franceses e ao estilo de vida dos parisienses em determinados momentos, como na passagem abaixo:

Quem não tiver aprendido a pôr uma máscara de alegria sobre suas dores e o disfarce da tristeza, do desgosto ou da indiferença sobre sua alegria íntima nunca será um parisiense. Se você descobrir que um de seus amigos está prostrado, não tente consolá-lo: ele dirá que já foi reconfortado. E, se acontecer algo de bom para ele, evite felicitá-lo: como acredita ter boa sorte natural, ele ficará admirado que alguém lhe fale sobre isso.

O Fantasma da Ópera também traz muitas referências musicais, principalmente de peças de teatro, óperas famosas e artistas consagrados da época. O livro ainda apresenta comentários do narrador sobre obras francesas e, em determinados momentos, acredito que faltaram notas de rodapé e contextualizações nessa edição da L&PM Pocket. Cheguei até a ignorar algumas partes, porque sabia que não iria entender os diálogos. A importância dada à música e ao teatro pelos personagens e a sociedade da época torna-se quase inexplicável nos dias de hoje.

É importante ressaltar também que o Fantasma tem uma doença inexplicável de nascença, que o transformou em um “monstro” aos olhos da sociedade. Por ter um rosto cadavérico e assustador, sempre manteve-se isolado e na mais profunda tristeza, usando uma máscara para disfarçar sua feiúra. Nunca foi amado por ninguém – nem sua mãe – e viu em Christine uma chance para conhecer o amor. Apesar de ser um psicopata, o pano de fundo do protagonista é cruel – uma característica comum dos romances góticos .

Além do musical, há também um filme  de 2004 estrelado por Gerard Butler.  E vamos combinar que de feio e assustador, esse Fantasma não tem nada, né?

Se você gosta de histórias com pano de fundo gótico, com muita música, romance, drama e terror misturados, vai encontrar no Fantasma da Ópera um prato cheio! Recomendo!

Nota : 

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Isabela Zamboni Moschin é jornalista, especialista em Língua Portuguesa e Literatura e mestre em Mídia e Tecnologia. Adora café, livros, séries e filmes. Atualmente, trabalha como Analista de Conteúdo na Toro Investimentos

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A trama do musical "O Fantasma da Ópera"

"O Fantasma da Ópera" é um dos musicais mais populares da Broadway. Apresentado no teatro "Majestic" em Nova Iorque.

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"O Fantasma da Ópera" é uma trágica história de amor. Christine Daae é uma atriz jovem e talentosa. Dois homens estão apaixonados por ela. Um é um jovem aristocrata Raoul (Raoul de Chagny). O outro é uma figura misteriosa, usando uma máscara, o "Anjo da Música", o Fantasma da Ópera. O musical mostra o complexo entrelaçamento de destinos e eventos, a eterna luta dos sentimentos - amor, esperança e ódio. Um maravilhoso jogo de atores e a bela música de autoria de Andrew Lloyd Weber não vai deixar ninguém indiferente.

A trama do musical "O Fantasma da Ópera"

O musical é baseado no romance de Gaston Leroux. A trama gira em torno de um personagem misterioso - uma figura em uma máscara, que vive nas catacumbas de Paris Opéra. No teatro chamam-lhe de Fantasma da Ópera. Todos têm medo dele, exceto Christine. O Fantasma ama Christine. Mas por quem ela está apaixonada? O musical "O Fantasma da Ópera" é uma história trágica de um músico talentoso que não pode encontrar seu lugar na sociedade por causa da sua aparência.

O início do século XX. Há um leilão onde são vendidos velhos adereços da ópera de Paris. Um idoso comprador decide comprar uma caixa de música. O comprador é ninguém mais do que Raoul de Chagny. Além da caixa de música, há mais um item apresentado no leilão - um lustre quebrado. Ao apresentar este lote, o leiloeiro descreve a história mística da conexão de lustre com a lendária história do Fantasma da Ópera. As luzes ficam piscando, e o espectador é levado de volta no tempo, para aqueles anos em que o Opera Paris House estava no auge de sua popularidade.

É o ano de 1881. O teatro de ópera está se preparando para uma encenação da nova ópera nova. Durante o ensaio, o diretor do teatro transfere seus direitos para os novos proprietários, Monsieur Firmin e Monsieur André e mostra-lhes o estágio mundialmente famoso. Enquanto isso, a ópera Diva Carlotta reprisa seu papel para o desempenho futuro. Seu canto é interrompido de repente por uma decoração caindo. A cantora milagrosamente sobrevive e escapa da tragédia. Os atores ficam todos supresos e colocam a culpa desse incidente sobre o misterioso Fantasma da Ópera.

Monsieur Firmin e Monsieur André ficam intrigados. Madame Giry decide contar aos novos proprietários sobre a lenda do Fantasma. Ela também conta os requisitos do Fantasma: ter salário obrigatório e que a caixa de ópera № 5 precisa ser sempre mantida para ele. Enquanto os atores ficam em pânico, uma diva ultrajada se recusa a desempenhar seu papel. Meg Giry, filha de Madame Giry, propõe substituir Carlotta por sua amiga, a filha de um famoso violinista. Esta é a primeira aparição de Christine. Os novos proprietários relutantemente oferecem uma chance à Christine. Mas ela lida com o papel. Mais tarde Christine diz a Meg que um anjo secreto da música lhe deu lições de canto.

Raoul, um jovem aristocrata e patrono de Paris Opera, testemunha a estréia triunfal de Christine. Ele reconhece um velha amiga de infância em Christine e decide restabelecer contato com ela. Raoul chega ao seu camarim e convida-a para jantar. Mas Christine recusa sua oferta. Uma vez que Raul sai do camarim, aparece um homem em uma máscara em um espelho. Fantasma atrai a jovem Christine para o mundo misterioso através do espelho, para as catacumbas da ópera. Raul volta para o camarim e vê como Christine desaparece através do espelho com Fantasma.

A história do musical "O Fantasma da Ópera" continua no calabouço. O Fantasma declara seu amor a Christine. Ele quer que Christine deixe a vida que tem para que ela viva apenas para ele e cante apenas para ele.

O Fantasma mostra Christine uma boneca vestida de noiva, e a boneca se parece exatamente com Christine. O que ela vê a assusta, e ela desmaia.

O Fantasma a leva para a cama. Algumas horas depois, Christine é despertada pelo som de música de órgão, tocada pelo Fantasma. Calmamente, ela vai até ele e arranca a máscara dele. Christine vê o rosto dele. O Fantasma fica ofendido e a leva de volta à ópera.

Enquanto isso, dentre os trabalhadores de palco do teatro, Joseph Buquet, fala com os atores e conta histórias assustadoras sobre o Fantasma e seu terrível laço de Punjab. Madame Giry pede-lhe para parar, avisando Buquet das possíveis consequências.

Monsieur Firmin e Monsieur André recebem cartas do Fantasma. Ele dá a sua orientação para a direção da nova apresentação. Ele exige que Christine fique com o papel principal na ópera programada. Se recusarem, ele ameaça com ações violentas contra os diretores. Raul, Carlotta e Madame Giry também recebem tais cartas do Fantasma. Mas Mssrs. Firmin e André decidem a negligenciar os requisitos do Fantasma.

A estreia de uma nova ópera segue o plano do conselho de diretores - Carlotta fica com o papel principal, Christine com o papel secundário. No meio da apresentação Carlotta perde a voz. Monsieur Firmin e Monsieur Andre enviam o balé no palco para salvar a apresentação. Enquanto isso, Christine está se preparando para substituir a prima donna. Então o inesperado acontece - as decorações no fundo sobem, e os espectadores vêem o cadáver de Joseph Buquet. Ele está pendurado na laço Punjabi.

Enquanto todos ficam em pânico, Christine corre para o telhado, Raul vai com ela. Lá no telhado ela fala ao jovem sobre o Fantasma. Raul não gosta de ouvir a notícia, mas ele assegura a garota com seu amor e promete protegê-la. Fantasma ouve uma conversa entre Christine e Raoul. Ele fica furioso por causa da traição de Christine e promete vingança. A noite termina com um candelabro de cristal caindo no palco da ópera.

A queda do candelabro é um dos momentos mais interessantes e tensos no musical. No teatro "Majestic" o candelabro está localizado sobre os lugares das primeiras linhas onde fica a orquestra ( Orchestra ). Durante o musical o candelabro começa descendo sobre esses lugares e cai no palco.

Seis meses mais tarde. Christine é noiva Raoul secretamente. Ninguém ouve nada sobre Fantasma. Acontece um baile de Máscaras no Paris Opera. Fantasma aparece usando a máscara da Morte Vermelha.

Ele oferece sua nova ópera "Triunfante Don Juan" à Monsieur Firmin e Monsieur André. Ele quer ver Christine só no papel principal. O Fantasma ameaça com problemas ainda maiores do que no passado se os diretores recusarem.

Os diretores não querem obedecer aos requisitos do Fantasma. Mas Raul os convencem a concordar. Ele quer criar uma armadilha para Fantasma durante a apresentação. Raul pede Christine para ajudá-lo com isso. No início, ela se recusa a participar na captura do seu "Anjo da Música", mas depois concorda. A menina triste vai para o túmulo de seu pai. Ela encontra com Fantasma lá. Ele tenta conquistar Christine novamente. Mas Raoul interfere. Fantasma declara abertamente guerra contra Raoul e Christine.

No dia da estreia "Triunfante Don Juan" a casa de ópera fica cercada pela polícia. O objetivo é pegar o misterioso morador das catacumbas. No final da apresentação O Fantasma assume o papel de tenor principal e vai ao palco para cantar com Christine. A polícia, diretores e Raoul tentam agarrar o Fantasma da Ópera, mas ele consegue escapar. Ele sequestra Christine e a esconde em seu calabouço novamente. Ele insiste que Christine use o vestido de casamento. Raoul interfere e Fantasma consegue capturá-lo com seu laço. Fantasma dá a Christine uma escolha: ou ela fica com ele, ou Raoul morre. A decisão da Christine leva a um final trágico.

Para saber o final desta história, veja o musical "O Fantasma da Ópera" na Broadway, no teatro Majestic em Nova Iorque.

Source: Wikipedia

Resenha: O Fantasma da Ópera

Resenha - O Fantasma da Ópera

Sinopse : Dentro da Ópera de Paris viveu um fantasma - pobre de quem duvidou disso. O fantasma da Ópera habitava o imenso subterrâneo do teatro mais famoso de Paris, e de lá só saía para acalentar suas duas paixões, a música e a jovem cantora Christine Daaé. Prisioneiro de sua própria feiúra, o fantasma perambula pelo teatro, ora aterrorizando quem zombou de sua existência, ora fazendo da voz de Christine a mais cristalina que Paris já escutou. Ninguém o vê, mas cedo ou tarde todos sentem - e temem - sua presença. Nos corredores, salas e alçapões escuros da Ópera a figura misteriosa do fantasma pouco a pouco vai se revelando; a imagem de espírito maldito vai se desfazendo, e o protagonista se humaniza. Narrado quase como uma reportagem, o livro nos deixa o tempo todo em dúvida, a ponto de não ser possível condenar o comportamento do fantasma atroz. Isso porque, como ele mesmo explicará, para ser bom só lhe faltou ser amado. Título Original : Le Fantôme de l'Opéra Autor : Gaston Leroux Editora : Ática Ano : 2008 Skoob : O Fantasma da Ópera Citações: O Fantasma da Ópera  

O Fantasma da Ópera - Musical

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Plano Crítico

Crítica | O Fantasma da Ópera, de Gaston Leroux

A ficção gótica francesa que inspirou numerosas narrativas cinematográficas..

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Clima lúgubre e misterioso. Situações inexplicáveis e respostas não racionais para acontecimentos inesperados. Assim são as narrativas conveniadas ao que se convencionou chamar de ficção gótica, histórias situadas em ambientes fantasmagóricos, de iluminação e arquitetura muito específica, arrebatadoras em suas representações espaciais, geralmente alegóricas no que concerne ao comportamento de seus personagens. Ao escrever o romance clássico francês O Fantasma da Ópera , Gaston Leroux entregou ao universo literário uma das obras mais traduzidas de suporte semiótico ao longo do século XX, fazendo o seu monstro figurar no panorama de aberrações cinematográficas inesquecíveis, ao lado do Conde Drácula, Frankenstein, o Homem Invisível, bem como múmias, lobisomens e outras criaturas aterrorizantes da noite, presenças que se tornaram mitológicas e ainda hoje são temas recorrentes de séries, quadrinhos, releituras literárias, dentre outras narrativas.

Publicado serializado entre 1909 e 1910, O Fantasma da Ópera é uma história soturna que se passa na Ópera de Paris, no século XIX. No prefácio da edição da editora Zahar, luxuosa com sua diagramação e capa dura, há um texto do próprio escritor a comentar a sua publicação, flertando com a condição supostamente real dos acontecimentos abordados ao longo das 400 páginas do romance. Inicialmente escrito num ritmo com marasmo, o conteúdo se desdobra numa emocionante jornada de amor e horror, ao passo que os personagens são melhor desenvolvidos e as peças da narrativa começam a se anexar, ganhando forma e coerência. Acompanhamos a trajetória de Christine, uma triunfante soprano que é amiga de Raoul, atual patrono do espaço em questão, um apaixonado pela moça desde a juventude. Neste lugar de paixões arrebatadoras e amor pela música, há uma lenda que pode não ser exatamente algo incerto.

Acontecimentos misteriosos deixam entender que há uma presença ameaçadora por lá. Relatos de um fantasma maléfico rondam as coxias e os gestores, apesar de cientes dos perigos por meio de cartas ameaçadoras e situações aparentemente inexplicáveis, tentam acobertar os riscos de ser parte daquele espaço. Numa determinada situação, um lustre despenca sobre a plateia e a cantora Carlotta, uma referência da ópera, perde misteriosamente a sua voz encantadora. Tudo isso, descobrimos, pelo fato de os organizadores realizarem uma montagem de Fausto , de Goethe , a contragosto do tal fantasma. As coisas ficam ainda mais tensas depois que Christine é sequestrada, levada para o subterrâneo da ópera parisiense. Lá o seu sequestrador, que se identifica como Erik, revela ser obcecado pela soprano, pedindo-a para que o ame, pois ao longo de toda a sua vida, tal sentimento lhe foi negado por todos, somente ofertado por sua mãe, a voz de seus cantos para acalentar o sono na infância. Arredia, Christine enfrenta o seu algoz e num determinado momento, arranque-lhe a máscara.

É quando sabemos que o tal fantasma existe e na verdade é este homem amante da música, um erudito alijado socialmente, haja vista a sua condição decrépita, causada por uma doença inexplicada, situação que o deixa com a aparência indesejada pela sociedade. Após duas semanas de aprisionamento, finalmente Christine é libertada, mas com a condição de retornar ao local na ocasião da morte de Erik, para enterrá-lo com o anel de ouro que ele a presentou, como lembrança dos breves momentos de aproximação com alguém. A moça consegue escapar, planeja uma fuga com Raoul, nobre marinheiro já mencionado, mas depois se arrepende e decide cantar uma última canção para o homem que sofre pelo seu amor. Nas idas e vindas desta história de amor, tragédia e sofrimento, sentimentos aflorados fazem o clima de romance se mesclar com o tom gótico de horror da história, imortalizada em nosso imaginário cultural, não apenas pela indústria cinematográfica, mas também por suas montagens em óperas renomadas, com belas vozes a redesenhar o universo de Gaston Leroux no bojo de nossa cultura.

Visto por um viés psicanalítico, O Fantasma da Ópera é um romance onde o desejável é compreendido por meio da fantasia, processo que permite o rearranjo de alguém em constante situação de desamparo, insatisfação, em linhas gerais, infortúnios. Não só em Christine há a projeção de suas fantasias, mas a música eloquente transforma o cotidiano de Erik, não só por ser um elemento que conecta a vida de ambos os personagens, mas também por ser sustentação para a sua trajetória como alguém nostálgico, impedido de amar e ser aceito por sua aparência. Aqui, a música se porta como uma possibilidade de bálsamo, um princípio de prazer para o “monstro”, uma criatura destinada aos meandros da solidão para toda a sua existência. Ademais, diante de tantas possibilidades de leitura, o livro também é um compêndio sobre a literatura fantástica, um terreno que mescla o real e o sobrenatural, a ambiguidade, isto é, o choque de contatos entre a racionalidade de nosso mundo com a chegada de elementos inexplicáveis, de ordem incerta, inconstante, fantasmagórica, como ocorre ao longo dos acontecimentos sombrios da Ópera de Paris, ao longo do romance em questão, fruto desta análise.

O Fantasma da Ópera (The Castle of Otranto/França, 1910) Autor: Gaston Leroux Tradução:  Alberto Alexandre de Martins Editora no Brasil: Zahar (2010) Páginas: 400

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Leonardo Campos

Tudo começou numa tempestuosa Sexta-feira 13, no começo dos anos 1990. Fui seduzido pelas narrativas que apresentavam o medo como prato principal, para logo depois, conhecer outros gêneros e me apaixonar pelas reflexões críticas. No carnaval de 2001, deixei de curtir a folia para me aventurar na história de amor do musical Moulin Rouge, descobri Tudo sobre minha mãe e, concomitantemente, a relação com o cinema.

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Análise do Musical "O Fantasma da Ópera"

Gaston Leroux escreveu o livro francês de ficção gótica intitulado O Fantasma da Ópera, o qual foi publicado originalmente em capítulos, entre setembro de 1909 a janeiro de 1910.

Esta obra segue a história de um gênio musical com um rosto deformado, que vive nas catacumbas de uma ópera em Paris. O protagonista sombrio agradou ao público francês, eventualmente tornando-se um sucesso mundial.

A figura do Fantasma da Ópera tem ganhado fama mundial devido às inúmeras adaptações, em especial a peça de teatro musical de 1986, dirigida por Andrew Lloyd Webber, Charles Hart e Richard Stilgoe. O musical tem se mantido firme em palco ao longo dos anos, marcando recordes de permanência e tornando-se o espetáculo mais visto da história.

Sinopse da História

Uma tragédia amorosa se desdobra nos bastidores da Ópera de Paris, onde o Fantasma assombra os corredores. Um sentimento obsessivo se inicia entre o fantasma e Christine, uma soprano órfã que foi aceita pela trupe. Noite após noite, ela escuta sua voz, que a ensina a cantar, afirmando ser o "Anjo da Música".

Quando Raoul, o novo patrono do teatro, chegou, tudo mudou. Ele tinha vivido um relacionamento de infância com a moça e, em seguida, o Fantasma ameaçou e agrediu a prima donna, Carlotta. Como resultado, ela foi substituída por Christine, que logo se tornou o centro das atenções de Raoul. Ele foi até o palco vê-la cantar e depois a convidou para sair.

Ao ver a moça, o Fantasma fica enfurecido de ciúmes. Então, a sequestra e a leva para o seu mundo subterrâneo. Lá, ele a confessa o seu amor, explicando que deseja ter a sua companhia para cantar a música que ele compõe.

Christine tenta ver o rosto do homem e arranca sua máscara, desencadeando em seu íntimo uma mistura de raiva e vergonha. O homem deixa que Christine retorne ao teatro, mas a cantora decide fugir com seu namorado. Infelizmente, ela é novamente raptada, assim como Raoul. Christine recusa se casar com o Fantasma, mas, para salvar a vida de Raoul, acaba sendo forçada a aceitar.

Quando a jovem retirou a máscara, revelando seu rosto, o Fantasma confessou que nunca havia sido beijado, nem mesmo por sua mãe. Nesse momento, as lágrimas deles se misturaram, revelando um forte sentimento de intimidade e emoção.

Após Christine partir com Raoul, Erik faz uma promessa: ela terá que retornar quando ele morrer para devolver o anel de ouro que ele lhe ofereceu. Alguns anos mais tarde, Erik morre de desgosto amoroso e Christine retorna à Ópera para enterrá-lo em um local secreto, devolvendo o anel como prometido.

Adaptação de Músicas para o Teatro

O musical de Andrew Lloyd Webber, baseado no romance de Gaston Leroux, inclui letras de Charles Hart e Richard Stilgoe. Duração de 2h30m, Sarah Brightman, Michael Crawford e Steve Barton foram os principais intérpretes da apresentação.

Muitos temas geraram um impacto marcante, principalmente "Pense em Mim," "Anjo da Música" e "Música da Escuridão".

"Pense em Mim" marca a estreia vocal de Christine aos outros membros da trupe. Quando a cantora principal sai da peça, Christine recebe sua chance para se destacar.

Ela inicia com um tímido começo, porém, acaba por chamar a atenção de todos. Seus versos parecem preverem sua despedida, que se concretiza algum tempo depois, suplicando para que ninguém se esqueça dela.

A jovem implora para que o "Anjo da Música" se revele, mas está cercado de ciúme com a chegada do Visconde Raoul à Ópera. Ela pede perdão, mas está prestes a descobrir a identidade do anjo quando vê seu reflexo no espelho.

Em "Música da Escuridão", Erik exibe seu reino subterrâneo para a soprano e implora para que ela abandone o resto do mundo e fique ao seu lado neste lugar.

O talento e o gênio de Fantasma são facilmente reconhecíveis nas composições de sua ópera, "Dom Juan Triunfante", visto que elas contrastam com as formas tradicionais nas demais canções do espetáculo. Esta constatação foi validada por diversas análises.

Em 2005, o Brasil pôde conferir o belíssimo espetáculo O Fantasma da Ópera pelo Teatro Abril de São Paulo. Desde então, esse espetáculo tornou-se um sucesso na Broadway, atingindo a marca de 10 mil sessões no ano de 2012 – tornando-se assim o espetáculo com maior duração de exibição.

Protagonistas Principais

O Fantasma da Ópera é a figura principal da história. Nascido deformado, foi rejeitado por seus pais e se escondeu nos porões da Ópera. Lá, descobriu uma paixão pela música e também a jovem Christine. Apaixonado, resolveu sequestrá-la para poder ficar com ela, mas acabou libertando-a.

Christine, filha de um violinista, foi órfã na infância e acolhida pelos funcionários da Ópera. Durante as noites, ela ouvia uma voz que lhe ensinava a cantar, alegando ser um anjo enviado para protegê-la. Enquanto alcançava sucesso como soprano, Christine reencontrava Raoul, seu primeiro amor, e acabava sofrendo com a obsessão de Erik.

Raoul, o novo patrono do teatro, reencontrou sua antiga paixão, Christine. Ao perceber que ela estava sendo controlada pelo perigoso Erik, não mediu esforços para tentar salvá-la de todos os riscos que ameaçavam o teatro.

Explorando o Musical: A Análise da Trama

Em 1905, Raoul, já velho, compra um lote em um leilão realizado na Ópera Populaire. O lote contém artefatos antigos e relacionados ao mistério do Fantasma da Ópera.

Ao levantar o pano do lustre comprado, houve magia no ar: ele se acendeu e começou a se elevar, deixando-o no topo do palco. O cenário então mudou completamente, parecendo que os anos recuaram e o teatro voltou a seu passado glorioso.

Atos do Primeiro Ato

Em 1881, durante os ensaios, fenômenos inexplicáveis começaram a ocorrer e as pessoas no palco gritaram que o Fantasma estava presente. Isto assustou a estrela do espetáculo, Carlotta, ao ponto de ela recusar-se a prosseguir e deixar o local.

Ao sugerir que Christine, uma jovem soprano criada na Ópera, faça uma audição para ocupar um papel, Madame Giry, supervisora do balé, foi assombrada com as habilidades vocais e técnicas que ela apresentou ao cantar "Pense em Mim". Todos os presentes ficaram impressionados.

Após a sua estreia bem-sucedida, ela contou à sua amiga Meg que desde criança escutava uma voz durante a noite, a qual ela chamava de "Anjo da Música".

Naquela madrugada, Christine reencontrou Raoul, seu antigo amigo que agora era o patrono do teatro. Eles falaram sobre o falecido pai dela, e Christine contou que ele lhe enviara um anjo para cuidar dela e ensiná-la a cantar. Embora o antigo sentimento se reacendesse entre eles, Christine teve que recusar o jantar que ele lhe convidou, alegando que o seu mestre era muito exigente.

Numa cena que se tornou mundialmente famosa, o Fantasma aparece para Christine através de um espelho. Cheio de ciúmes, ele a leva pela mão até ao seu refúgio secreto. Ao cruzarem o lago subterrâneo num barco, eles começam a cantar o tema principal: "O Fantasma da Ópera".

A figura misteriosa afirma seu sentimento por aquela cantora e revela que precisa da sua voz para inspirar as suas músicas. Ela ergue a máscara e se depara com o seu rosto deformado, o que o provoca a adotar um comportamento agressivo, gritando e acertando-a. Mas logo em seguida se emociona, confessando seu sofrimento e desejo de ser aceito como todos os outros.

Após o envio de um bilhete ao diretor da Ópera, exigindo que Christine fosse a protagonista da próxima apresentação, o Fantasma ameaçou vingança caso não fosse obedecido. Enquanto Carlotta estava no palco, sua voz foi transformada no barulho de um sapo, causando impacto na audiência. De repente, o corpo de um dos funcionários do teatro, que usava de más palavras quando se referia ao Fantasma, aparece no palco, provocando pânico entre os espectadores. A seguir, uma risada maléfica ecoou pelo teatro.

A jovem, com Raoul, escapa para o telhado e compartilha o que ocorreu no esconderijo do Fantasma. No começo, ele não acreditou, mas o patrono deixou claro seu sentimento e prometeu protegê-la. Ao ouvir a conversa, o Fantasma ficou furioso, vindo ao ponto de derrubar o lustre do palco.

Acto Segundo

Durante um baile de máscaras, o Fantasma reaparece fantasiado de Morte Vermelha. Ele anuncia que escreveu uma ópera intitulada "Don Juan Triunfante" e impõe que ela seja montada imediatamente, com Christine como cantora principal.

Raoul convida a amada a colaborar com ele para armar uma emboscada destinada ao seu mestre, o Fantasma. Contudo, ela hesita em traí-lo.

Após suas investigações, o Visconde descobriu que a entidade misteriosa que estava escondida nas catacumbas da Ópera era um gênio musical dotado de poderes mágicos. Por ter o rosto desfigurado, ele havia optado por se isolar naquele recinto.

Na peça, a jovem descobre que está representando o papel do Fantasma, e ela arranca a máscara diante de todos. No mesmo instante, o corpo do ator que deveria estar no palco é encontrado nos bastidores.

O Fantasma sequestra Christine em meio à confusão. Antes, ele captura o rival da jovem. Christine é forçada a usar um vestido de noiva para o casamento anunciado, sob ameaça de que Raoul correrá perigo se ela se recusar.

A soprano proferiu palavras emocionadas ao Fantasma, afirmando que sua deformidade estava na alma, não no rosto. Em sinal de compaixão, ela depositou um beijo em seus lábios. Esse gesto desencadeou o lado humano do "monstro", que decidiu deixar os dois amantes partirem juntos.

O Fantasma da Ópera

Através do romance de Leroux e do musical criado a partir dele, existem várias formas de leitura e interpretação. Embora o Fantasma exiba um comportamento violento, egocêntrico e obsessivo, o público tem mostrado empatia e compaixão por esta figura.

A Marginalização e Exclusão Social

Apesar da sua aparência ameaçadora, a figura exibe também seu lado mais sensível, com seu coração abatido pelo fato de ter sido rejeitado pelo mundo. Mesmo sendo incrivelmente talentoso, é obrigado a viver em meio às sombras, pois a sua deformidade assusta todos que cruzam seu caminho.

Para alcançar o sucesso nas suas composições, o Fantasma precisa da voz e da beleza de Christine. Esta narrativa evidencia a discriminação de pessoas que não se enquadram nos parâmetros estabelecidos e, por causa disso, não têm a possibilidade de se destacar ou melhorar de vida.

Sentimento de Solidão e Abandono

Ao longo dos anos, o Fantasma desenvolveu uma profunda obsessão por Christine devido à sua necessidade de contato social e humano. Por meio das suas lições de canto, ele construiu um elo emocional com a jovem.

Ao concluir a relação, um gesto de Christine mostra ao Fantasma que, pela primeira vez, ele é amado e compreendido. Ao beijar o seu rosto, ela oferece a ele a validação e aceitação que procurava, permitindo-lhe, então, que partisse.

A Arte como Metáfora

Raoul é frequentemente visto como um símbolo da vida amorosa e familiar, enquanto o Fantasma seria associado à arte. A arte de Christine, o canto lírico, é retratada como seu "mestre rigoroso", ocupando todo o seu tempo e tendo o domínio total sobre sua vida.

A jovem se encontrava dividida entre três caminhos: a vida burguesa tradicional, com o desejo de casar e formar uma família; a ambição pessoal de alcançar a excelência na carreira; e o conflito interior que emergia dessas duas opções. Assim, o triângulo amoroso seria a representação desse embate entre os três lados.

Abuso em um Triângulo Amoroso

Um olhar moderno para a narrativa apresentada pelo filme de 2004 é impactante em sua constatação do abusivo relacionamento entre Christine e o Fantasma da Ópera e o Visconde de Chagny. A moça se vê presa entre as mãos de ambos, tendo de atravessar a batalha de egos que os dois estão travando.

Christine é privada da sua liberdade de escolha, pois é forçada a optar entre um homem que a sequestra e deseja que ela se case com ele, e outro que a pressiona para desistir da carreira e fugir. Como consequência, ela é compelida a abdicar da sua vocação.

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Filmes baseados em adaptações

A obra de Gaston Leroux foi retratada de diversas maneiras nas artes visuais, variando da maior fidelidade à sua narrativa original até as adaptações mais livres. O livro de Leroux, inclusive, foi transformado em uma famosa adaptação para teatro musical.

Joel Schumacher's 'The Phantom of the Opera' (2004)

Filme de 2004-

Esta adaptação cinematográfica mais recente foi recebida com grande entusiasmo e é considerada como a mais fiel ao musical da Broadway, mantendo o seu enredo e as canções originais da montagem. O filme de Schumacher, que revigora o mito do Fantasma mascarado, foi extremamente bem-sucedido e foi nomeado para o Oscar e o Globo de Ouro em 2005.

Rupert Julian's 'O Fantasma da Ópera' (1925)

Filme de 1925

O protagonista, apresentado em preto e branco no filme mudo, tinha um rosto assustador que Christine rejeitou. Infelizmente, ele a raptou, porém, foi salva pela polícia.

Arthur Lubin's O Fantasma da Ópera (1943)

Filme de 1943

Nesta versão cinematográfica, o enredo foi significativamente alterado. Erik, um violinista de orquestra, se encanta por Christine, uma cantora pouco talentosa. Amorosamente, ele se oferece para pagar pelas aulas de canto dela, ainda que isso signifique a progressiva perda de seu próprio dom musical.

Despedido da música, o homem dedicou-se à composição. Infelizmente, sua obra sofreu um roubo e ao tentar recuperá-la, o seu rosto foi queimado com ácido. Escondendo-se nas catacumbas, ele desenvolveu um plano para conquistar o amor da jovem. No entanto, acabou perdendo a vida em um desabamento.

Terence Fisher's 1962 Adaptation of The Phantom of the Opera

Filme de 1962

A trama de Petrie é ambientada na cidade de Londres e lembra muito o filme de Lubin. O protagonista é um professor desamparado cuja produção significativa é roubada e seu rosto incendiado com ácido. Ele procura refúgio no Teatro da Ópera, onde se torna professor de Christine, ensinando-a a cantar. Neste filme, o Fantasma não se interessa pela soprano românticamente, deseja somente mostrar a ela seu verdadeiro potencial artístico. O sacrifício de Petrie salva Christine de ser atingida por um candelabro, quando ele morre no palco.

Brian De Palma's O Fantasma do Paraíso (1974)

Filme de 1974.

O filme de Brian De Palma é uma adaptação única e incomum. Envolvendo elementos do romance de Leroux, juntamente com O Corcunda de Notre Dame de Victor Hugo e Fausto de Goethe, este filme é uma ópera rock.

5 Fatos Surpreendentes sobre O Fantasma da Ópera

É licenciada em História, variante História da Arte, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (2003) e em Conservação e Restauro pelo Instituto Politécnico de Tomar (2006). Ao longo da carreira profissional, exerceu vários cargos em diferentes áreas, como técnico superior de Conservação e Restauro, assistente a tempo parcial na UPT e professora de História do 3º ciclo e ensino secundário. A arte e as letras sempre foram a sua grande paixão.

02 funcion fantasma opera gaston leroux

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Curiosidades de la Historia: Episodio 26

El fantasma de la ópera, la novela que tuvo en vilo a París durante 5 meses

Una misteriosa presencia habitaba los sótanos de la ópera de parís provocando accidentes y muertes y chantajeando a los propietarios. gaston leroux sostuvo hasta su muerte que los hechos que relataba en su novela eran completamente verídicos..

Actualizado a 23 de febrero de 2022 · 13:22 · Lectura:

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Corría el año 1909 cuando apareció en el periódico parisino Le Gaulois la entrega inicial de un folletín titulado El fantasma de la Ópera firmado por Gaston Leroux quien confesaba haber investigado una serie de extraños sucesos acontecidos en la sede de la Ópera de París. Según sus palabras, el propósito de su novela era mostrar el fruto de esas investigaciones. Durante los cinco meses en que se sucedieron las entregas en Le Gaulois , los lectores quedaron atrapados por la historia de un fantasma que deambulaba entre bambalinas causando la muerte a todo aquel que osara mirarle .

El fantasma era en realidad un hombre atormentado cuyo rostro, deformado de nacimiento, le otorgaba el aspecto de una verdadera aparición. Leroux lo presenta como un genio de la arquitectura, la magia y la música, y, a la vez, como un cadáver viviente que había erigido sus dominios en los subterráneos de la Ópera. La criatura se enamora de una joven soprano, Christine Daaé, le da lecciones de canto y hace todo lo posible por mantenerla a su lado, y hasta la rapta para retenerla en su morada. A lo largo de la historia se suceden las escenas de emoción: trampas bajo tierra, la caída de la lámpara del majestuoso auditorio, muertes, venganzas...

Finalmente, Erik –pues ese era el nombre del protagonista–, en un gesto de redención, deja marchar a Christine con su amor de la niñez, el vizconde Raoul de Chagny. En el epílogo de la novela, Leroux cuenta el fin del fantasma: solo y desesperado, presa de sus frustraciones, pero habiendo sentido un atisbo del amor que tanto anhelaba, concluye su vida aislado del mundo exterior en el subsuelo del teatro de la Ópera.

Leroux fue un pionero de la novela popular de misterio. En 1907, con El misterio de la habitación amarilla , inauguró una serie en torno al detective aficionado Rouletabille que proseguiría con gran éxito hasta la década de 1920. El fantasma de la Ópera cautivó igualmente a los lectores y, muy pronto, también a los espectadores, gracias a diversas adaptaciones cinematográficas (entre las que destaca la de 1925, protagonizada por Lon Chaney) y, más recientemente, por un musical que ha alcanzado popularidad planetaria.

Desde la primera entrega de la novela, Gaston Leroux afirmaba con vehemencia que lo que iba a relatar en capítulos sucesivos estaba basado en hechos reales. "El fantasma de la Ópera existió. No fue, como durante mucho tiempo se creyó, una inspiración de artistas, una superstición de directores". Y, en efecto, como otras leyendas, la del fantasma de la Ópera parte de elementos verídicos con los que el autor francés esculpió una historia híbrida entre la realidad y la literatura.

Una primera fuente de inspiración para la historia del fantasma la constituye el mismo edificio de la Ópera, una iniciativa del emperador Napoleón III, quien quiso crear un templo de la música que se convirtiera en símbolo de su propio régimen. Al comenzar las obras, en 1862, un inesperado obstáculo emergió desde las profundidades: un antiguo afluente del Sena amenazaba la estabilidad del edificio, que debería alzarse sobre terrenos pantanosos. Para asegurar los cimientos, el arquitecto, Charles Garnier, creó un lago artificial aislado por muros que debía dar estabilidad al edificio y evitar filtraciones de agua. En la actualidad, los bomberos parisinos lo drenan dos veces al año para evitar que el nivel freático suba y protegen a los peces ciegos que lo habitan. Entre esta gran cisterna y el nivel de suelo se edificaron cinco pisos de galerías subterráneas para evitar derrumbes.

Todo ello sugirió a Leroux la idea de que Erik había sido contratado por Garnier como ayudante y que el fantasma, durante el largo período de tiempo que se dilató la construcción del edificio (casi quince años), trabajó en el diseño de su propia guarida, donde se refugiaría de la humanidad.

En ese mismo espacio se sitúa la escena con que se abre la novela, y que se basa en un hecho cierto del que Leroux fue testimonio. En 1907, un grupo de hombres encabezados por el director de la Sociedad Gramofónica de París, Alfred Clark, y el director de la Ópera, Pierre Gailhard, se reunieron para llevar a cabo un encargo de índole casi secreta. Clark había donado a la Academia Nacional de Música varias grabaciones de cantantes líricos de la época, con una condición: mantener aquellos discos sellados en el interior de unas urnas metálicas y no abrirlas hasta que hubieran transcurrido cien años. Gailhard optó por guardar ese tesoro en el subsuelo de la Ópera , cerca del lago subterráneo artificial, un lugar protegido del sol y de miradas curiosas (en 2007 se abrieron las cajas y las grabaciones se editaron en tres CD's bajo el título Las urnas de la Ópera ).

Leroux recoge esta misma historia, añadiendo que, cuando los obreros comenzaron los trabajos para realizar una caja fuerte en uno de los muros del subterráneo, la pared se derrumbó dejando al descubierto un apartamento completamente amueblado. No sólo eso: en la cámara apareció un cuerpo en descomposición.

Según Leroux, la Ópera quiso ocultar aquel insospechado descubrimiento y arrojó el cadáver a una fosa común. Pero el novelista quiso averiguar más y constató que la estructura ósea del cuerpo presentaba signos de malformación. Quienquiera que fuese, aseguraba, se había encerrado a sí mismo con la única intención de fallecer allí.

En realidad, no consta que se hallara ningún esqueleto misterioso en la Ópera de París , lo que no ha impedido que posteriormente se haya armado que el cadáver correspondía a un communard , un participante en la gran insurrección popular de París en 1871. En relación con este punto, el único hecho probado es que, durante el asedio de París por los prusianos en 1870, el edificio sirvió de refugio y almacén de munición y alimentos. Por otra parte, años después de la Comuna, en distintas partes de la ciudad seguían apareciendo restos de los miles de communards víctimas de la represión de 1871.

Un elemento en el que se mezcla también realidad y ficción es la protagonista femenina, Christine Daaé. Las semejanzas entre este personaje de ficción y una cantante de la época son más que evidentes. Al parecer, Leroux se habría inspirado en la vida de Christina Nilsson para concebir a Daaé. Ambas habían nacido en Suecia, eran hijas de campesinos, sus madres habían muerto siendo ellas muy pequeñas y acompañaron a sus padres de pueblo en pueblo tocando el violín y cantando melodías populares; cuando sus progenitores murieron, fueron adoptadas por mecenas que no sólo las cuidaron como a sus propias hijas, sino que les abrieron las puertas del mundo lírico en París. Finalmente, las dos contrajeron matrimonio con un hombre de la aristocracia; en el caso de Nilsson con un aristócrata español, el conde de Casa Miranda.

En los años en que Leroux escribía su novela, en París se habló mucho de fantasmas. Por ejemplo, en 1905 el fisiólogo Charles Richet, premio Nobel de medicina en 1913, causó sensación con un informe sobre ciertas apariciones de fantasmas en Argelia, fotografías incluidas . Sin embargo, Leroux permaneció ajeno a este tipo de creencias y en su novela Erik no era realmente un fantasma, sino un hombre de carne y hueso que se servía del miedo supersticioso de los demás a los espíritus.

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O Fantasma da Ópera de Gaston Leroux

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O Fantasma da Ópera, de Gaston Leroux , é uma cativante obra-prima que o mergulhará em um mundo de mistério e paixão. Descubra os segredos ocultos por trás das cortinas do teatro e deixe-se envolver por sua fascinante história.

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Informação O Fantasma da Ópera

  • Autor: Gaston Leroux .
  • Data de publicação: 1910.
  • O Fantasma da Ópera: Um misterioso compositor e músico com uma deformidade facial, que vive nos porões da Ópera de Paris. Ele se apaixona por Christine Daaé e se obsessa por ela.
  • Christine Daaé: Uma jovem e talentosa cantora da Ópera de Paris. É a protagonista feminina e o objeto do afeto do Fantasma da Ópera.
  • Raoul de Chagny: Um nobre francês e amigo de infância de Christine. Ele se apaixona por ela e se torna o interesse romântico principal.
  • Resumo breve: «O Fantasma da Ópera» é um romance gótico que segue a história de Christine Daaé, uma cantora da Ópera de Paris, e sua relação com o misterioso Fantasma que assombra os corredores e porões do teatro. O Fantasma se apaixona por Christine e a guia em sua formação vocal, enquanto tenta mantê-la afastada de outros pretendentes. A história se desenrola em um ambiente de intriga, amor e obsessão, com eventos sobrenaturais ocorrendo na Ópera.
  • Análise temática: «O Fantasma da Ópera» aborda temas como amor não correspondido, obsessão, beleza e feiura, dualidade da natureza humana e a luta entre o bem e o mal. Também explora o poder da música e da arte para influenciar as emoções e a capacidade do ser humano de se transformar através da paixão e da arte.
  • Contexto histórico: «O Fantasma da Ópera» foi publicado em 1910 por Gaston Leroux, em uma época em que a literatura gótica e de mistério eram populares. O romance reflete o interesse pelo sobrenatural e o macabro que caracterizava a literatura da época. Além disso, a trama se desenrola no contexto da Ópera de Paris, que era uma instituição importante na cultura francesa da época.

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Quién es Adolfo Macías, "Fito", cuya fuga de una prisión en Ecuador llevó al presidente Noboa a declarar el estado de excepción en el país

Fito con los brazos en alto sin camisa y con una barba larga

Fuente de la imagen, Fuerzas Armadas de Ecuador

Gruesa barba, esposado y sin camisa, así lucía "Fito" el año pasado cuando fue trasladado a otro predio.

  • Author, Cristina J. Orgaz
  • Role, BBC News Mundo
  • Twitter, @cjorgaz
  • 9 enero 2024

Es el jefe de la banda Los Choneros, considerada una de las facciones criminales más peligrosas de Ecuador, y no es la primera vez que se fuga.

Adolfo Macías, alias “Fito”, ya no duerme en su celda de la cárcel del Litoral de Guayaquil en la que estaba pagando una condena de 34 años desde el 2011 por delincuencia organizada, narcotráfico y asesinato.

Según la prensa local, el domingo, justo antes de que el ejército fuera a buscarlo para trasladarlo a una prisión de máxima seguridad, el reo de 44 años se desvaneció. Más de 3.000 uniformados lo buscaron sin éxito en los tejados y hasta en las alcantarillas del penal.

Las autoridades tardaron en reconocer la fuga y en un principio se barajó la posibilidad de que “Fito” se hubiera escondido dentro de la misma prisión, de la que Los Choneros tiene el control.

En un comunicado el SNAI, la institución del Gobierno responsable de lo que ocurre en las cárceles, anunció que puso una denuncia por la "presunta evasión" de Macías.

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Y la fiscalía formuló cargos contra dos guardias penitenciarios a los que vinculó con la fuga.

Este lunes, el presidente de Ecuador, Daniel Noboa, declaró el estado de excepción de 60 días en el pais debido a la fuga de "Fito" y a los posteriores motines en varias cárceles.

Un día después, el mandatario decretó la existencia de un Conflicto Armado Interno en su país y ordenó al Ejército restablecer el orden en las calles.

Además, designó como terroristas a varios grupos del crimen organizado, entre ellos Los Choneros.

La declaración llegó minutos después de que se supiera que un grupo de delincuentes armados había irrumpido en un canal de televisión en Guayaquil durante una transmisión en vivo.

Traslado del Fito en 2023

Ecuador ya no es solo un territorio “de paso” en la ruta del narcotráfico. También produce y distribuye.

Se considera que Los Choneros, cuyo germen se encuentra en la provincia costera de Manabí, donde se está el pueblo de Chone, tienen fuertes vínculos con el Cartel de Sinaloa.

Además de mantener sangrientos enfrentamientos con otras bandas de narcotraficantes, Los Choneros están acusados de sicariato, trasiego de narcóticos, robo y extorsión.

Un espacio cotizado por los criminales

“Ecuador tiene un rol central, hace un tiempo ya en el transporte de cocaína tanto hacia Estados Unidos como hacia Europa. Además comparte frontera con Colombia justo en la la zona en la que se produce la hoja de coca ”, le dijo a BBC Mundo Carolina Sampó, doctora e investigadora del Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas de Argentina

“Si a eso se le suman la debilidad del Estado y la falta de recursos de las instituciones estatales, eso hace que Ecuador lamentablemente se haya vuelto un espacio no sólo de tránsito, sino también desde el que operar ”, añade.

“Esto hace que Ecuador sea un espacio cotizado por las organizaciones criminales”.

El ejército de Ecuador inspecciona un coche.

Fuente de la imagen, Getty Images

El operativo para capturarlo sigue en marcha.

Como consecuencia, desde hace unos años Ecuador sufre una ola de violencia exacerbada por las luchas territoriales de los carteles narcotraficantes de Colombia y México.

"Fito" se convirtió en el líder de la banda después de que el año pasado las autoridades de Ecuador confirmaran la muerte en Colombia del anterior cabecilla , Júnior Roldán, pocos días después de haber recuperado su libertad.

Roldán compartía el liderazgo de la cárcel Regional con "Fito".

No es la primera fuga

Esta no sería la primera vez que Adolfo Macías escapa de prisión.

Solo llevaba dos años entre rejas cuando en 2013 logró evadir, junto con otros presos de alta peligrosidad, los controles de la cárcel de máxima seguridad conocida como La Roca, en Guayaquil.

Lo hizo navegando en un bote por el río Daule , que corre paralelo a la prisión.

Pasaron tres meses antes de que las autoridades consiguieron capturarlo y llevarlo de nuevo a la institución penitenciaria.

Según el medio local Primicias, en la cárcel de Guayaquil el criminal no sólo obtuvo un título de abogado sino que durante una década controló sus operaciones de narcotráfico, extendió prácticas extorsivas y ordenó asesinatos.

Pintadas en el patio de la cárcel a favor de Fito

Vista aérea que muestra mensajes sobre la banda criminal Adolfo "Fito" Macías, escritos por reclusos de la prisión Regional 8 de Guayaquil.

El periódico asegura que en mayo de 2023, el capo contaba con más de US$23 millones entre testaferros, empresas fantasma y otras actividades.

Y es que al parecer, bajo el liderazgo de Macías, la banda mantiene un esquema de extorsión al resto de presos .

Los cálculos de la Dirección de Investigación Antinarcóticos, citados por Primicias, estiman que las actividades delictivas dentro del penal generarían hasta US$70.000 a la semana por pabellón.

Piscinas, fiestas y extorsión

Uno de los presos que coincidió con él en la Regional, afirma que el criminal creaba piscinas en espacios de los pabellones destinados para caminar o estirar las piernas, organizaba fiestas, filmaba videos, ofrecía ruedas de prensa o introducía armas con drones.

“Los guías no tienen más opción que volverse cómplices, los amenazan y a sus familias. A los presos, Los Choneros nos cobran entre US$10 y US$20 semanales por la estadía, sin contar con lo que te obligan a comprar”, le contó el hombre, bajo anonimato, a la publicación.

La última vez que se le vio a “Fito” fue en septiembre pasado, cuando fue temporalmente trasladado a otro reclusorio de máxima seguridad de Guayaquil luego del asesinato del candidato presidencial Fernando Villavicencio.

Reos en el patio

Unos 3.000 integrantes de las fuerzas de seguridad registraron la prisión.

Entonces, apareció en fotografías obeso, con pelo largo y barba prominente. Miles de uniformados lo vigilaban, en una de las operaciones militares y policiales más grandes que realizó allí el expresidente Guillermo Lasso.

Motines en otras 6 cárceles

Al mismo tiempo que "Fito" se fugaba, se reportaron graves motines en al menos seis cárceles de Ecuador, con informes de que varios guardias fueron tomados como rehenes por los prisioneros , lo que llevó al gobierno del presidente Daniel Noboa a decretar un estado de excepción por 60 días.

Esto supone que la policía podrá contar con el apoyo de las fuerzas militares en sus labores para mantener el orden y la seguridad, incluyendo en los centros penitenciarios.

Además, se impuso un toque de queda para todas las ciudades que rige entre 11 de la noche y 5 de la madrugada.

El plan de seguridad con el que Noboa asumió el poder en noviembre incluye una nueva unidad de inteligencia, armas tácticas para las fuerzas del orden y seguridad y un plan para recluir a los presos peligrosos de manera temporal en barcos prisiones .

Desde 2021, se han reportado más de 400 muertes en las prisiones de Ecuador por los enfrentamientos entre bandas rivales.

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  2. O Fantasma da Ópera

    O Fantasma da Ópera (no original em francês Le Fantôme de l'Opéra) é um romance francês de ficção gótica, escrito por Gaston Leroux. Foi publicado pela primeira vez como uma serialização em Le Gaulois de 23 de setembro de 1909 a 8 de janeiro de 1910 e em forma de volume, em abril de 1910 por Pierre Lafitte.

  3. O Fantasma da Ópera

    O Fantasma da Ópera, antes de ser um musical de sucesso, é um romance escrito pelo francês Gaston Leroux (1868-1927) publicado entre os anos de 1909 e 1910, e foi escrito no estilo gótico.

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  5. O Fantasma da Ópera (musical de 1986)

    The Phantom of the Opera ( bra / prt: O Fantasma da Ópera) é um musical composto e co-escrito por Andrew Lloyd Webber, baseado no romance homônimo de Gaston Leroux. As músicas foram compostas por Andrew Lloyd Webber, com letras de Charles Hart e letras adicionais por Richard Stilgoe.

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    Erik (também conhecido como O Fantasma da Ópera, comummente referido como O Fantasma ), é um personagem criado pelo escritor Gaston Leroux em seu livro de 1910, Le fantôme de l'opéra. Também tornou-se personagem principal de inúmeras versões cinematográficas para a história, além de minisséries, musicais e montagens teatrais. O Fantasma da Ópera

  7. O Fantasma da Ópera: ficção ou realidade?

    05 out. 22 por Cecília Amaral "O fantasma da ópera existiu." É com essas palavras que Gaston Leroux inicia sua obra-prima, um clássico da literatura gótica que rompeu as fronteiras da França e ganhou adaptações no cinema e no teatro, conquistando pessoas do mundo todo por sua dualidade.

  8. Resenha: O Fantasma da Ópera

    Uma das histórias de terror e amor mais famosas do século XX, O Fantasma da Ópera mescla romance e suspense para narrar o triângulo amoroso entre a talentosa cantora lírica Christine Daaé, o frágil e apaixonado visconde Raoul de Chagny e o sinistro e obcecado gênio da música que habita os porões do teatro. Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à la Carte

  9. A trama do musical "O Fantasma da Ópera"

    O musical "O Fantasma da Ópera" é uma história trágica de um músico talentoso que não pode encontrar seu lugar na sociedade por causa da sua aparência. Prólogo O início do século XX. Há um leilão onde são vendidos velhos adereços da ópera de Paris. Um idoso comprador decide comprar uma caixa de música.

  10. O Fantasma da Ópera

    O Fantasma da Ópera. Drama musical norte-americano realizado em 2004 por Joel Schumacher, Andrew Lloyd Webber's The Phantom of the Opera foi interpretado por Gerard Butler, Emmy Rossum, Patrick Wilson, Miranda Richardson, Minnie Driver, Ciaran Hinds e Simon Callow. Produzido por Andrew Lloyd Webber, o argumento foi escrito por Webber e Joel ...

  11. Resenha: O Fantasma da Ópera

    Sinopse: Dentro da Ópera de Paris viveu um fantasma - pobre de quem duvidou disso. O fantasma da Ópera habitava o imenso subterrâneo do teatro mais famoso de Paris, e de lá só saía para acalentar suas duas paixões, a música e a jovem cantora Christine Daaé.

  12. Crítica

    Publicado serializado entre 1909 e 1910, O Fantasma da Ópera é uma história soturna que se passa na Ópera de Paris, no século XIX. No prefácio da edição da editora Zahar, luxuosa com sua diagramação e capa dura, há um texto do próprio escritor a comentar a sua publicação, flertando com a condição supostamente real dos ...

  13. Análise do Musical "O Fantasma da Ópera"

    Gaston Leroux escreveu o livro francês de ficção gótica intitulado O Fantasma da Ópera, o qual foi publicado originalmente em capítulos, entre setembro de 1909 a janeiro de 1910. Esta obra segue a história de um gênio musical com um rosto deformado, que vive nas catacumbas de uma ópera em Paris.

  14. O FANTASMA DA ÓPERA

    0:00 / 14:52 O FANTASMA DA ÓPERA - Gaston Leroux (resumo) Professora Isa Novas | Literatura 9.41K subscribers 2.3K 28K views 4 years ago Quer ajudar o canal? Compre qualquer livro na Amazon...

  15. O Fantasma da Ópera: mistério, lenda, músicas e filmes

    A história do fantasma da ópera é real ou é uma lenda? Assista ao vídeo para saber as lendas, fatos e inspirações que circundaram a história de Gaston Leroux...

  16. A Verdadeira História

    Hoje vamos falar sobre a história de Eric também conhecido como o Fantasma da Opera, vitima, assassino, gênio, monstro, vamos descobrir hoje!https://www.yout...

  17. O Fantasma da Ópera (2004): Crítica Cineplayers

    O Fantasma da Ópera é um dos maiores sucessos da Broadway de todos os tempos. Era uma questão de tempo que este musical, já adaptado de um romance de Gaston Leroux por Andrew Lloyd Webber, viesse a invadir também os cinemas, logo mais após a retomada do gênero pelo brilhante Moulin Rouge - Amor em Vermelho.Mas o que poucos sabem é que o filme demorou mais de quinze anos para sair do ...

  18. El fantasma de la ópera, la novela que tuvo en vilo a París durante 5 meses

    El fantasma de la ópera, la novela que tuvo en vilo a París durante 5 meses. Una misteriosa presencia habitaba los sótanos de la Ópera de París provocando accidentes y muertes y chantajeando a los propietarios. Gaston Leroux sostuvo hasta su muerte que los hechos que relataba en su novela eran completamente verídicos. Disfruta de -10 ...

  19. El Fantasma de la Ópera, un musical apasionante

    El día 12 de enero. El Musical de El Fantasma de la ópera se estrenó en Broadway en 1988 y en Londres en 1986, manteniendo sus representaciones hasta la actualidad, siendo el musical más longevo de la historia y el segundo en número de espectadores (tras El Rey León). Ahora, llega a Almería el musical que se basa en la novela homónima ...

  20. O Fantasma da Ópera de Gaston Leroux

    Também explora o poder da música e da arte para influenciar as emoções e a capacidade do ser humano de se transformar através da paixão e da arte. Contexto histórico: «O Fantasma da Ópera» foi publicado em 1910 por Gaston Leroux, em uma época em que a literatura gótica e de mistério eram populares. O romance reflete o interesse ...

  21. O Fantasma da Ópera

    A história inicialmente foi publicada como folhetim entre 1909 e 1910, de autoria de Gaston Leroux, que originalmente trabalhava como jornalista, que a escreveu após conhecer a Ópera de Paris e o lago subterrâneo que realmente existe abaixo do local, somado ao acontecimento real da queda do lustre em 1896.

  22. O Fantasma da Ópera: a escolha entre dois homens abusivos

    O Fantasma da Ópera: a escolha entre dois homens abusivos. 6 de setembro de 2017 Carol Lucena. O Fantasma da Ópera é um romance escrito por Gaston Leroux no começo do século XX, e que foi adaptado inúmeras vezes para diversos meios. Talvez a versão mais conhecida seja a do musical teatral feito nos anos 80 pelo famoso compositor inglês ...

  23. História real que inspirou o fantasma da ópera

    Nada como uma boa história de terror!!! Principalmente quando ela é baseada em fatos reais!!!Esse é o caso do livro "O Fantasma da Ópera" de 1910, escrito po...

  24. O Fantasma da Ópera: a complexidade feminina em Christine Daaé

    O Fantasma da Ópera (Joel Schumacher, 2004)Um teatro é, em si mesmo, um organismo vivo. Em se tratando de um teatro como o Ópera Garnier (ambiente do romance de Gaston Leroux), um lugar que ...

  25. Quién es Adolfo Macias, alias "Fito", cuyo escape de una prisión en

    El capo del narcotráfico, Adolfo Macias, alias "Fito", uno de los criminales más peligrosos de Ecuador, se escapó de la prisión durante el fin de semana.